Consegue diversificar as suas fontes de rendimento?

Em períodos de crise financeira, de crise económica ou de taxas de desemprego a aumentar, torna-se essencial procurar mais do que uma fonte de rendimento. A maioria dos Portugueses só tem uma, sendo na sua maioria de trabalho dependente (os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que 77% dos Portugueses é trabalhador por conta de outrem), mas tal como nos investimentos ter apenas uma fonte de rendimento de onde provem todo o nosso sustento é arriscado – estamos a colocar todos os ovos no mesmo cesto. Se por alguma razão comprometermos essa fonte, estamos a arriscar gravemente a nossa saúde financeira e estilo de vida.

Muitos Portugueses são obrigados a procurar mais do que um trabalho, tipicamente por não receberem o suficiente para suportar as várias despesas mensais. No entanto, o conceito das diferentes fontes de rendimento vai bem mais além do que trabalhar mais, como dependente, para ganhar mais.

As múltiplas fontes de rendimento podem dividir-se em duas categorias: rendimentos activos e rendimentos passivos ou de portfólio:
• Um rendimento activo é aquele em que algum serviço foi prestado com base no tempo que lhe dedicámos. Tipicamente requer muito tempo e muita energia vital para que haja alguma compensação financeira. São exemplos os rendimentos provenientes de trabalho dependente, pequenos negócios, comissões ou consultoria.
• Um rendimento passivo é o proveniente de uma renda. Habitualmente requerem um investimento de tempo pontual (muito menos que o rendimento activo) e pouca energia vital. Têm a característica de perdurarem durante algum tempo, sem necessitarem de mais esforço acrescido. Exemplos disso são as rendas de casas arrendadas, os dividendos, juros, patentes, entre muitos outros.

Consideremos por uns instantes o conceito da Independência Financeira, definido por: “termos uma fonte de rendimento para as nossas necessidades básicas e confortos de uma fonte que não o emprego pago”. A parte: “que não o emprego pago” está naturalmente a sugerir que os rendimentos virão de outras fontes de rendimento, neste caso dos rendimentos passivos!
O caminho para a independência financeira cria-se, assim, ao aumentar o potencial de rendimento de cada fonte de rendimento, de forma a tirar dela o maior retorno possível, ao mesmo tempo que construímos mais do que uma fonte de rendimento, especialmente dos rendimentos passivos. É ao mudar a geração de rendimentos activos para rendimentos passivos que se torna possível e mais fácil diversificar os rendimentos. Poderá ser difícil e muito desgastante ter dois trabalhos dependentes, mas já não será tanto ter um trabalho dependente e em simultâneo ter uma casa arrendada, investimentos na bolsa e um livro escrito.

Vale sempre a pena tentar diversificar as fontes de rendimento!

Pedro Queiroga Carrilho

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