O que são Eurobonds? Quais as suas vantagens? Quais as suas desvantagens?

Aproveitando o momento em que tanto se fala da criação/introdução de Eurobonds na Zona Euro, o Maisvalias não deixa escapar a oportunidade de o elucidar acerca deste tipo de títulos.

E então, o que são Eurobonds?

Os Eurobonds são títulos que representam todos os países da zona euro e cujo juro associado é uma média ponderada de cada país (o que implica a soma do nível de dívida e défices conjuntos e a respectiva divisão por todos os estados-membros).

Têm vantagens?

Sim, caso haja uma política fiscal comum. Isto porque, a curto prazo, os países que atravessam maiores dificuldades ganhariam tempo para solucionar os seus problemas ao mesmo tempo que os mercados acalmavam. Em paralelo, as dívidas contraídas em virtude dos pedidos de resgate bem como os custos de financiamento diminuiriam e, consequentemente, o euro sairia valorizado.

E desvantagens?

Também as têm, sendo as economias mais fortes as mais lesadas. O que tem lógica: os países com maior solvência teriam que dar cobertura às perdas dos restantes, o que iria comprometer os seus próprios custos de financiamento (já que neste panorama estes sofreriam visivelmente um aumento).

Fonte: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO023489.html?page=1

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0 comments on “O que são Eurobonds? Quais as suas vantagens? Quais as suas desvantagens?”

  1. Rodrigo Sita Responder

    Gostaria de saber sobre eurobonds e como proceder para negocia-los. Quais os procedimentos para negociações deste perfil ? Muito obrigado

    • JRibeiro Responder

      Boa noite Rodrigo,
      Para simplificar, os Eurobonds podem ser vistos como obrigações já que representam títulos de dívida. No entanto, para os negociar, ou seja, para puder comprar/investir estes instrumentos de dívida é necessário que os mesmos sejam primeiramente emitidos. Ora, para isso acontecer, é preciso que haja uma política fiscal comum dentro dos países da zona euro, a qual para já não existe.
      Curiosamente, no dia 17 de Janeiro deste ano (2013), o “Parlamento Europeu aprovou uma resolução que analisa o possível contributo das obrigações de estabilidade (Eurobonds) para a estabilização da zona euro e para a solução da crise da dívida soberana”*. Por isso, resta-nos aguardar pelo desfecho final: a emissão ou a não emissão de Eurobonds.
      Mas imaginando que estes sejam emitidos, o mais certo (a nosso ver) é que a sua negociação/compra siga o percurso típico quando obrigações estão em jogo. Ou seja, assim que os comprar, o emissor dos Eurobonds (união internacional de bancos distribuídos em vários países) passa a ter a obrigação de lhe pagar um montante determinado de juros em intervalos pré-definidos, durante um dado período de tempo, e à data do vencimento, o emissor tem também a obrigação de restituir o montante do seu investimento inicial.
      Assim, se porventura, a emissão de Eurobonds tiver o aval da Comissão Europeia, poderá (em princípio) obtê-los através de intermediários financeiros (incluindo aqui as instituições bancárias) que estejam autorizados pela CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários).
      Aproveitamos ainda para lhe dar conta que a compra de obrigações não está isenta de comissões (despesas extras para si) no momento da compra. Por isso, esteja atento.
      Esperamos que esta breve explicação o venha a ajudar.

      *http://www.europarl.europa.eu/news/pt/pressroom/content/20130114IPR05309/html/Eurobonds-Parlamento-Europeu-prop%C3%B5e-um-roteiro-espec%C3%ADfico-para-a-sa%C3%ADda-da-crise

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