Corte 13º e 14º Mês à vista para todos os contribuintes

Depois de declarado inconstitucional o corte de subsídios aos funcionários públicos e pensionistas, o tribunal constitucional vem “ajudar” o governo a cortar os subsídios de férias e/ou natal a todos os portugueses.

Assim sendo, a medida vem não só ajudar os funcionários públicos, bem como acabar com todas as excepções que foram criadas para quem de uma forma ou de outra se excluiu da cobrança deste imposto.

Certo é que cobrar mais impostos não torna o país mais competitivo. Agora este governo tem duas opções, cobrar um ISR (imposto sobre a riqueza), ou tirar o subsídio de natal e/ou férias a todos os portugueses!

Qual acha que será a melhor medida para contornar este contratempo?

 

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0 comments on “Corte 13º e 14º Mês à vista para todos os contribuintes”

  1. Jovelino MatosAlmeida Responder

    Pergunta colocada de uma forma absurda.
    Este artigo é encomendado pelo próprio Governo? ou é independente mas então muito mal esclarecido? ou descaradamente tendencioso?
    Chamar ‘contratempo’ à decisão do Tribuna Constitucional é já por si uma falácia, mais parece uma tentativa de manipulação da opinião pública. E nós, Portugueses, merecemos melhor do que sermos assim chamados de tão pouco inteligentes.
    Pergunto-me, neste momento, se publicarão este meu ‘post’?…
    Porque a solução equivalente mais óbvia não será uma nem outra, mas ‘simplesmente’ distribuir os dois mil milhões de euros em causa pela totalidade da população activa e na proporcionalidade dos rendimentos recebidos (apenas aplicados em 2012 aos funcionários públicos e reformados).
    O que significa em média, para obter a mesma poupança na despesa do Estado, menos de um mês de salário anual a todos, em vez dos 2 meses cortados só a alguns.
    Que seja corte na despesa ou acréscimo na receita, constitui neste momento mero exercício de retórica na realidade de uma política económica que já demonstrou dar resultados exactamente opostos aos desejados. Porque o que a ‘Troika’ pretendia com ‘corte na despesa do Estado’ não era cortar salários, mas sim uma série de medidas que já se percebeu claramente nenhum Governo nosso ter coragem de tomar.

    • RSB Responder

      Olá Jovelino, usei o termo contratempo, porque para os planos inicialmente traçados pelo governo, este foi um duro golpe. Neste momento em vez de terem que lidar com os dependentes directos, terão que lidar com toda a população activa. (a contestação social será enorme)

      O objectivo deste meu pequeno texto foi provocar o diálogo, e comunicar aos leitores que se preparem para o corte de rendimentos que aí vem.

      Quanto à publicação do seu comentário, claro que seria publicado a não ser que fosse insultuoso ou contivesse linguagem menos própria.

      Relativamente a medidas, poderão de facto utilizar um ISR (que poderá ter outro nome). Poderão também cortar um outro subsídio a todos os portugueses.

      Pelo meu lado preferia que fizessem uma reforma fiscal que simplificasse o sistema, que despedissem na função publica em vez de pagarem salários pagariam subsídio de desemprego.

      Já agora de que “série de medidas” fala?

  2. Jovelino MatosAlmeida Responder

    Obrigado pela resposta ao meu comentário. Comentário que iniciei com algum agressividade, por um lado por desconhecer a linha editorial em causa e por outro já farto do que já me parece (mais) uma campanha de manipulação da opinião pública no sentido de levar este Povo (felizmente) pacífico a aceitar o tremendo agravamento das medidas de austeridade que seria manter os cortes de salários já vigentes e, pura e simplesmente, estendê-los à totalidade dos Portugueses. Porque este nosso Governo, que sendo maioritário pode levar adiante o que bem quiser, justo ou injusto, legal ou mesmo ilegal (como se acaba de provar) já se movimenta a querer ir buscar uma fatia enorme em impostos cobrados (apenas) a quem tem a honestidade de declarar o que ganha e arvorar o ar inocente de “não temos culpa, apenas respeitamos as directivas do Tribunal”.
    Que medidas, no corte da despesas? Afrontar os vulgarmente chamados ‘interesses instalados’: no sector energético, nas parcerias publico-privadas, nos lucros das grandes empresas, na caça da grande fuga ao fisco, na dissolução de comissões-e-um sem-fim-de-organismos-não-essenciais pagos pelo estado e em cujas administrações se ‘alojam’ membros do(s) partido(s), no colocar fim-a-um-sem-fim de acumulação de vencimentos, senhas de presença e afins.

    • RSB Responder

      Também nos perguntamos como é que esta medida foi declarada não equitativa e temos escalões de IRS. Pela mesma linha de ideas deveriamos ter apenas um escalão para haver equidade…

  3. Santos Responder

    O que me preocupa é a passividade da maioria dos cidadãos. Provavelmente vão-nos roubar mais uma vez e ficaremos a ver “passar os navios”…
    Há muita gente que perde tempo a reclamar uns com os outros e a dizer mal do Governo, mas é apenas perda de tempo. Em vez disso podíamos criar grupos de cidadãos para intervir na assembleia da republica e não houvesse nenhuma lei que fosse avante sem a aprovação do povo. Afinal, devíamos fazer isso enquanto é tempo!

  4. Silva Pereira Responder

    Boa tarde,
    Esta notícia é tendenciosa capciosa e deve ter origem a central de informações do governo.
    Vejamos visto que o tribunal constitucional em parte corrige o erro do desgoverno, a pergunta seria como compensar essa receita (imposto)?
    E a resposta seria simples cumprir as promessas da campanha.
    Vejamos o ministro malabarista afirmou hoje que os portugueses contribuem para a RTP com 580 000 000€ do orçamento mais 100 000 000 € em taxas [estimativa minha).
    Se Acabarem com as gorduras como despesas de ostentação (exemplo deslocações com os Falcon), com os observatórios, fundações, Governos Civis, fazerem uma verdadeira reforma administrativa (redução de câmaras, redução de deputados, eliminação de empresas dos municípios, reduzir os boys nas CCDR que é uma vergonha) , fazerem uma verdadeira análise da fuga aos impostos e ao enriquecimento ilícito.
    Acabarem com o escândalo das pensões dos políticos e certos privilégios 8exemplo Banco de Portugal) facilmente arrecadam essa verba e diminuem o deficit do estado.
    Como escrevia o Ramalho e o Eça nas Farpas é o mesmo de sempre.
    Não é preciso ser um expert em economia o que é preciso é fazer como fazemos em casa é adequar as despesas ao rendimento.

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