PPR apresentam quebra de 5% em 2011

Pela primeira vez desde 2006, os planos de poupança e reforma (vulgo PPR) perderam 122 mil investidores, uma consequência certa da perda de benefícios fiscais associados a estas aplicações financeiras.

PPR perdem investidores

Numa notícia do Diário Económico, o Instituto de Seguros de Portugal, no seu documento “Estatísticas de Seguros – 2011”, revelou hoje que o número de investidores nos tradicionais PPR diminuiu 5%, uma perda quase sem precedentes no mercado de investimentos em Portugal. No final do ano passado e de acordo com os dados do mesmo organismo, 2,45 milhões de portugueses detinham um PPR, número comparável aos 2,57 milhões que subscreviam o mesmo produto financeiro em 2010. A diferença resulta numa quebra de 4,7%, situação que não havia sido registada desde 2007.

PPR – menos benefícios fiscais, mais depósitos

Até 2010, os subscritores dos planos de poupança e reforma podiam deduzir, até um máximo de 400 euros por pessoa, 20% das entregas feitas nestas aplicações financeiros. No entanto, o Orçamento de Estado de 2011 limita os benefícios fiscais a aplicar a 100 euros por pessoa. Os especialistas são unânimes: este corte nos benefícios fiscais é a principal razão pela qual os investidores estão a abandonar os PPR. “Era muito evidente que os portugueses só faziam contas poupança habitação e planos de poupança reforma por causa dos benefícios fiscais. Deixando de haver esse incentivo é natural que o número de investidores caia”. Da mesma forma, uma vez que as instituições bancárias têm reforçado a sua oferta a nível de depósitos, muitas vezes com taxas e condições atractivas, os investidores têm-se sentido tentados a mudar os seus investimentos. Considerando apenas o ano de 2011, por exemplo, os novos depósitos a prazo podem remunerar os seus clientes até 3,6%.

PPR – produto mais seguro para poupar para a reforma

Não obstante a tendência de redução, segundo dados da APS (Associação Portuguesa de Seguros), os PPR continuam a ser o produto mais bem remunerado e seguro para poupanças a longo prazo. Assim, considerando um prazo a cinco anos, os PPR oferecem aos seus clientes uma média de 3,4 por cento, o que comprova serem o melhor investimento para poupar para efeitos de reforma, principalmente porque se mantêm acima da taxa de inflação, mesmo em tempos de grande instabilidade de mercados.

Para saber mais sobre os PPR, consulte, por favor:

http://www.maisvalias.com/2012/02/15/totalidade-dos-beneficios-fiscais-ppr-produtos-de-poupanca-reforma-2012/#.UDACad1lRjM

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