O que é o Alívio Quantitativo? (Quantitative Easing)

O que é o Alívio Quantitativo? (Quantitative Easing)

O alivio quantitativo (AQ) é uma política monetária não convencional, que pode ser usada por um banco central para estimular a economia. Estas medidas são usadas geralmente quando as políticas consideradas normais deixam de surtir efeito.

Esta medida é implementada comprando obrigações e outros activos parecidos aos bancos comerciais e a outras instituições privadas. Assim sendo, o banco central ao comprar estes activos vai fazer com que a compensação efectiva sobre os mesmos (Yield) deixe de ser tão atractiva. Faz também com que essas instituições fiquem com mais dinheiro disponível e consigam ter assim maior facilidade em libertar crédito para a economia real.

Para atingir estes objectivos os bancos centrais criam dinheiro, o que geralmente se chama “colocar as impressoras a trabalhar”, seja de forma física ou criando dinheiro virtual. Esta é a parte sobre a qual os alemães não são particularmente adeptos, por se lembrarem do que aconteceu na segunda guerra mundial (inflação descontrolada).

Porque é usado o Alívio Quantitativo? (Quantitative Easing)

Esta medida começa a ser usada quando a compra de obrigações governamentais de curto prazo deixa de ser viável, ou seja quando o juro pago por estas obrigações se aproxima do valor 0. Entra assim em campo o AQ para comprar activos com maiores maturidades.

Quais os efeitos esperados pelo Alívio Quantitativo?

Como em muitas das nossas decisões, a previsibilidade do resultado não é fácil, mas contudo podemos ter um objectivo. O Alívio Quantitativo tem como objetivo garantir que a inflação não baixe de um certo valor, ou melhor é uma medida usada para combater a deflação. Esta medida pode falhar, criando inflação mais alta. Pode também falhar caso os bancos não emprestem o dinheiro extra que receberam à economia real.

Aplicação do alívio quantitativo na Europa

Depois da aplicação destas medidas no Japão e nos Estados Unidos, a Europa será a seguinte. Como hoje em dia temos uma moeda única, nenhum país pode unilateralmente aplicar medidas de alívio quantitativo, tendo estas que ser tomadas por parte do Banco Central Europeu (BCE). Isto torna as vertentes da inflação, crescimento e taxas de juro numa actividade de difícil equilíbrio.
Em último lugar, geralmente isto quer dizer que activos como as acções acabam por subir, dada a falta de opções de investimento.

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